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Imagem profissional: 5 aspetos a considerar para além do dresscode

Writer: Bárbara Mendonça
Bárbara Mendonça
23 hours ago
4 min read
Formação profissional

Quando falamos de imagem profissional, é natural pensarmos primeiro na roupa: o que vestir, o que evitar ou qual o nível de formalidade mais adequado a cada situação. Mas será que a imagem de uma equipa se resume à forma como os seus elementos se vestem?


A verdade é que a imagem profissional vai muito além do dresscode. Está presente na forma como comunicamos, recebemos um cliente, participamos numa reunião e nos comportamos em diferentes contextos profissionais. E quando representamos uma organização, a imagem que transmitimos deixa de ser apenas individual. Passa também a influenciar a forma como essa organização é percepcionada.


Por isso, mais do que estabelecer regras sobre o que vestir, importa ajudar as equipas a compreender os códigos profissionais e a fazer escolhas conscientes, adequadas e coerentes. Existem cinco aspetos essenciais a considerar.


1. Contexto: saber adaptar a imagem a cada situação


Um dia de trabalho interno, uma reunião com um cliente, uma apresentação pública ou um evento institucional não exigem necessariamente a mesma imagem profissional. O contexto influencia o nível de formalidade esperado e a forma como nos devemos apresentar e comportar.


Por exemplo, uma escolha perfeitamente adequada para uma reunião interna pode não ser a mais indicada para representar a organização num evento formal. Saber interpretar cada situação e adaptar a imagem profissional é tão importante como conhecer as regras de vestuário.


Não se trata de estar sempre mais formal, mas de compreender o que cada momento exige.


2. Função: compreender a responsabilidade de representar uma organização


A função que desempenhamos também influencia as expectativas associadas à nossa imagem profissional.


Quem recebe clientes, lidera equipas, participa em reuniões externas ou representa institucionalmente uma empresa assume uma responsabilidade acrescida na forma como comunica, se apresenta e interage.

Isto não significa que existam funções em que a imagem profissional não seja importante. Significa, sim, que diferentes responsabilidades podem exigir diferentes níveis de atenção aos códigos de apresentação e comportamento.


Uma equipa de atendimento, por exemplo, tem um papel direto na experiência e na primeira impressão de quem contacta com a organização. Da mesma forma, a postura de quem lidera uma reunião pode influenciar a forma como a mensagem é recebida. A imagem profissional deve, por isso, ser pensada também em função do papel que cada pessoa desempenha.


3. Cultura da organização: transmitir uma imagem coerente com a identidade da empresa


Não existe uma única forma de construir uma imagem profissional adequada a todas as organizações.

Os códigos de uma instituição financeira podem ser bastante diferentes dos de uma empresa tecnológica, de uma agência criativa ou de uma instituição pública e essas diferenças não tornam uma imagem mais ou menos profissional do que outra.


O essencial é existir coerência entre a cultura, os valores e a identidade da organização e a forma como as suas pessoas a representam.


Uma organização que valoriza a proximidade pode adotar códigos diferentes de outra que privilegia um posicionamento mais formal e institucional, o desafio está em encontrar um equilíbrio entre as características da organização, as expectativas dos seus públicos e os contextos em que atua. Quando estas referências são claras, torna-se mais fácil para as equipas compreender o que é esperado e agir com consistência.


4. Comportamento: a imagem profissional também se constrói nas atitudes


Podemos estar impecavelmente vestidos e, ainda assim, comprometer a imagem profissional que transmitimos. A forma como cumprimentamos alguém, a atenção que damos a quem está a falar, a pontualidade, a postura numa reunião ou a utilização do telemóvel são exemplos de comportamentos que influenciam a perceção dos outros. É aqui que imagem profissional, etiqueta e protocolo empresarial se cruzam.


Pensemos numa reunião com um cliente: de pouco serve uma apresentação cuidada se, durante a conversa, interrompemos constantemente, consultamos o telemóvel ou demonstramos falta de atenção.

O comportamento pode reforçar a confiança que a nossa imagem transmite ou criar uma perceção completamente diferente.


Por isso, trabalhar a imagem profissional de uma equipa implica olhar não apenas para o vestuário, mas também para a comunicação, a postura e as atitudes do dia a dia.


5. Coerência sem uniformidade: respeitar a individualidade de cada pessoa


Trabalhar a imagem profissional de uma equipa não significa querer que todas as pessoas se vistam, comuniquem ou comportem exatamente da mesma forma. A individualidade continua a ter um lugar importante no contexto profissional.


O objetivo deve ser criar referências comuns que ajudem cada pessoa a compreender os códigos da organização, sem eliminar a sua identidade.


Coerência não é sinónimo de uniformidade. Uma equipa pode ser composta por pessoas com estilos, personalidades e formas de expressão diferentes e, ainda assim, transmitir uma imagem profissional consistente. Para isso, é importante que as orientações sejam claras, compreendidas e ajustadas à realidade da organização. Mais do que impor regras, importa explicar o seu propósito.


Porque é importante trabalhar a imagem profissional das equipas?


Um dresscode pode ajudar a definir o que é ou não adequado em determinadas circunstâncias, mas, por si só, não responde a todas as situações com que uma equipa se depara.


O que acontece quando surge um evento inesperado? Quando é necessário receber um cliente de outra cultura? Ou quando uma pessoa tem dúvidas sobre o nível de formalidade adequado a uma ocasião?

É nestes momentos que compreender os princípios por detrás das orientações faz a diferença.

Quando as equipas sabem porquê, quando e em que contexto devem adaptar a sua imagem e comportamento, têm mais referências para tomar decisões com segurança e autonomia.

Trabalhar a imagem profissional é, por isso, também trabalhar a forma como as pessoas representam a organização nas suas interações diárias.


A imagem profissional da tua equipa está alinhada com a organização que representa?


Mais do que perguntar «Como se veste a nossa equipa?», talvez valha a pena começar por uma questão mais abrangente: «Como queremos que a nossa organização seja representada?»


A resposta passa pelo vestuário, mas também pela comunicação, pelo comportamento, pela compreensão dos contextos e pela coerência com a identidade da organização.


Criar referências comuns e ajudar as equipas a compreender estes aspetos é um passo importante para construir uma imagem profissional consistente, sem deixar de respeitar a individualidade de cada pessoa.

 
 
 

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